quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Resenha: Trilogia Jogos Vorazes – Suzanne Collins


Suzanne Collins merece meu eterno respeito.
Não.
Sério.
O que foi isso cara? Para! 
( Não liguem se eu pareço meio louca falando comigo mesma enquanto escrevo uma resenha sozinha, sem ter ninguém aqui pra discutir, é que eu gosto de escrever exatamente como eu penso, e é assim que eu penso. Discutindo comigo mesma.)
Em Jogos Vorazes eu não pensei, não parei e não respirei. Não fiz absolutamente nada, simplesmente li.
Em chamas é tão envolvente que eu não notei os olhos pesados, nem a fome, nem a posição desconfortável do meu pescoço quando eu apoiava a cabeça na parede, nem mesmo que eu precisaria acordar cedo no dia seguinte, eu parecia não sentir nada que não fosse relacionado com o livro.
Em Esperança eu quase morri, não podia acreditar que já estava no último livro, tão rápido. EU não podia concordar com isso. Não podia deixar isso assim. Esse negócio de depressão pós leitura veio antes de começar a ler Esperança.
Eu sabia que quando começasse a ler eu não iria querer parar, então fiz uma breve pausa. Protelei o máximo que eu pude, deixei de lê-lo para ler outras coisas, escrever sobre outras coisas, mas não adiantou. 
Acabou. (Rima desproposital)
E é com pesar que escrevo esta resenha, pois sei que cada resenha postada é um livro terminado, é uma história desvendada, é uma surpresa acabada. Pois eu poderia sim, ler quantas vezes quisesse, mas nada se compararia a primeira vez. Nada seria tão desesperador do que ler na velocidade da luz para descobrir logo o que acontece.
Essa trilogia não só ganhou uma posição no meu ranking de “melhores livros”, mas também mexeu de um modo exorbitante em minha vida.
Enquanto eu lia, meus sonhos e meus pensamentos mudaram de acordo com o que os personagens do livro viviam, e isso foi meio assustador.
E devo admitir, todas as vezes que eu ouvia algum barulho parecido com o de um canhão – pelo menos na minha cabeça parecia – eu não deixava de pensar: Menos um!
A trilogia Jogos Vorazes é uma mistura incrivelmente bolada, com uma pontada extasiante de romance, a criatividade de criar um mundo totalmente diferente, porém com alusões dolorosas com o nosso é de tirar o fôlego, toda a aventura narrada tão perfeitamente que eu não poderia deixar de visualizar cada detalhe, e, é claro, não poderia esquecer do pequeno detalhe que me ocorria constantemente enquanto eu lia. Não sei no que Suzanne Collins estava pensando ao escrever, mas eu sei no que me faz pensar.
Me faz pensar que o mundo em que vivemos está se encaminhando para exatamente o mesmo caminho, posso parecer radical demais talvez, mas é exatamente assim que eu penso. (Acorda Mundo)
A sensação é de que ainda estou lendo apesar de tudo, as letras não saem da minha mente, as histórias e as conversas são repassadas e repassadas na minha cabeça.
Bons Jogos de Barulhos Vorazes, e que a sorte esteja sempre com você!


Obs: Vocês podem estar se perguntando porque eu não fiz uma resenha para cada um, separadamente.
Resposta: IMPOSSÍVEL. A história é tão perfeitamente entrelaçada que as resenhas ficariam extremamente redundantes.

Obs(2): Eu sei que vocês não perguntaram, não devem estar nem ai.
Resposta: DANE-SE. Bando de estraga prazeres.



Gwen Bridge



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